Guerra comercial entre China e EUA pode afetar exportações do Brasil, afirma ministro

Postado em 21/06/2018

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge, afirmou nesta terça-feira (20) que o governo federal acompanha os desdobramentos da disputa comercial travada entre Estados Unidos e China, que pode ter impactos na redução do preço das commodities agrícolas no mercado internacional. Na semana passada, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou sobretaxas no valor de US$ 50 bilhões sobre centenas de produtos chineses que entram nos EUA. Como retaliação, o governo chinês também aplicou uma taxação equivalente contra uma extensa lista de itens comprados dos Estados Unidos, incluindo produtos agropecuários. “Estamos acompanhando as manifestações de ambos os lados. Obviamente que fica a preocupação de termos, eventualmente, diminuição de valor de produtos que são fundamentais para as nossas exportações. Entretanto, nós temos uma relação sólida tanto com a China, que é nosso principal parceiro comercial, quanto com os Estados Unidos, nosso segundo principal parceiro comercial”, afirmou Marcos Jorge. O ministro acrescentou que “seria prematuro” fazer qualquer menção sobre outros impactos que o recrudescimento das relações comerciais entre China e EUA pode trazer ao Brasil, mas ressaltou que essa disputa não interessa a ninguém. “O que nós esperamos é que essas posições não levem prejuízos não apenas para o Brasil, mas para o mundo inteiro.” Carne de frango Marcos Jorge também comentou que o governo federal tem atuado diretamente com o Departamento de Comércio chinês para evitar que o embargo às exportações brasileiras de carne de frango se torne definitivo. No início do mês, a China impôs, em caráter provisório, medidas antidumping sobre a importação de frango do Brasil, por considerar que seus produtores sofrem concorrência desleal do país. Com isso, as empresas que exportam para a China passaram a pagar sobretaxas que variam entre 18,8% e 38,4%, que é a faixa de dumping (venda de produtos com preço abaixo de mercado) que as autoridades de Pequim calculam que tem a carne de frango brasileira. O tema do embargo comercial a produtos agropecuários brasileiros também será pauta de encontros que o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, terá com autoridades da China e da Rússia, esta semana, na África do Sul, durante as reuniões preparatórias para a 10ª Cúpula do Brics – grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Pacto Global  Marcos Jorge deu as declarações após participar do evento que confirmou a adesão do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) à Rede Brasil do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU). O ministério é o primeiro órgão do Poder Executivo Federal a fazer parte da rede, que articula empresas privadas e instituições no desenvolvimento de ações e valores internacionalmente aceitos nas áreas de direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção. O evento contou com a participação de representantes do Programa das...

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Empresa gaúcha investe na internacionalização para se expandir e conquistar mercados

Postado em 20/06/2018

Campo Bom ( RS) – Tecnologia aliada à capital humano é uma combinação que está na essência da FCC, empresa gaúcha em busca de soluções inovadoras para diferentes setores do mercado, incluindo o coureiro-calçadista. Cada vez mais, a empresa de Campo Bom/RS aposta na internacionalização para continuar expandindo neste segmento. Considerando que a produção de calçados não cresceu nos últimos anos no Brasil, a FCC enxerga o processo de internacionalização como uma estratégia geográfica para tornar a empresa mais competitiva, levando suas tecnologias a diferentes continentes. Para o Diretor Comercial da empresa, Marcelo Garcia, essa estratégia busca beneficiar diferentes mercados com a tecnologia brasileira de uma indústria que se diferencia pela inovação. “O nosso objetivo é levar o que já faz sucesso no Brasil para outros países, adaptando os nossos produtos em diferentes mercados que estão utilizando tecnologias anteriores àquelas desenvolvidas pela FCC”, aponta o Diretor Comercial. Outro ponto destacado por Garcia, fundamental neste processo de internacionalização, foi a capacidade da empresa de se reinventar. “A FCC nasceu há 50 anos, fabricando componentes específicos para calçados, que hoje em dia já nem produzimos mais. Nos transformamos e atualizamos ao longo dos anos, sempre atentos e receptivos às mudanças do país e do mercado internacional, bem como das necessidades das indústrias e pessoas”, pontuou. Foi seguindo essa estratégia e filosofia que, em 2017, a FCC inaugurou um centro de distribuição no México. A empresa viu no país uma oportunidade de levar os seus produtos para um número ainda maior de territórios, além de apostar no mercado mexicano para buscar ideias, como uma via de mão dupla. A FCC também acredita no país como um mercado promissor, com estratégia de expansão e investimento em novos negócios.  Já para este ano, a empresa prevê um investimento de R$ 20 milhões no processo de internacionalização, com a construção de uma unidade fabril em território que ainda está sendo avaliado pela empresa. Outra novidade no calendário de 2018 da FCC é a expansão no mercado europeu. Garcia explica que a inserção da empresa no continente deve ocorrer até o final do ano, ”Inicialmente, os distribuidores da FCC atenderão o mercado português e espanhol, além de já estarem em tratativas com um distribuidor da República Tcheca”, destaca o Diretor Comercial.  A atuação da empresa nestes países ocorrerá através de distribuidores com amplo conhecimento do mercado, inclusive com o deslocamento de fornecedores chineses. De acordo com Garcia, a FCC prevê um retorno do investimento já no segundo ano de atuação. “Nosso produto já está consolidado no ramo calçadista brasileiro e não necessita de adaptações para o mercado europeu, o que facilita esta inserção”, explica Garcia. Atualmente, a empresa conta com 389 funcionários, que atuam em duas...

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CNI: Brasil precisa rever forma como se insere no mercado internacional de navegação

Postado em 19/06/2018

Brasília – O desequilíbrio cada vez mais crescente entre empresas que operam navios e os usuários do transporte marítimo internacional de contêineres reduzem a competitividade das exportações do Brasil. O estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) O Transporte marítimo de contêineres e a competitividade das exportações revela que as dez maiores companhias transportadoras de cargas concentram 74% do mercado mundial. Em pouco mais de duas décadas, essas empresas dobraram de abrangência – detinham 38% da capacidade mundial, em 1995. O estudo, que integra uma série de 43 documentos sobre temas estratégicos que a CNI entregará aos candidatos à Presidência da República, mostra que o Brasil está mal inserido no mercado de transporte de contêineres em razão de uma série de problemas. Entre os quais, a forte concentração de mercado das empresas de navegação, políticas ultrapassadas que perderam a funcionalidade e regulações frágeis e deficientes. Tais situações geram desequilíbrio entre as partes, deixando empresários exportadores e importadores reféns dos chamados armadores, que cobram fretes extremamente elevados. Atualmente, segundo e estudo da CNI, existem mais de 1.300 sobretaxas, sendo que, em média, nove delas incidem sobre cada embarque. Parte desses encargos é extremamente volátil, podendo variar seu preço e aplicabilidade com frequência semanal. “Os usuários estão cada vez mais vulneráveis a tendências globais, que pressionam para cima os níveis de fretes. É preciso adotar medidas para reduzir o poder de mercado dos transportadores de contêineres e aumentar o poder de barganha dos exportadores e importadores”, sugere o gerente-executivo de Infraestrutura da CNI, Wagner Cardoso. Wagner Cardoso explica que o país está despreparado em termos regulatórios e institucionais, fator que expõe ainda mais o usuário. O gerente da CNI observa que, em dezembro de 2017, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) publicou a Resolução Normativa nº 18, que levou mais previsibilidade ao setor. Cardoso destaca que a norma é um avanço muito importante mas precisa ser implementada em sua íntegra. Para isso, é preciso aumentar as condições da Antaq para fiscalizar a atividade. Fiscalização Entre as medidas propostas pela CNI para que o país avance estão a intensificação da fiscalização dos navios que operam no tráfego de contêineres de longo curso e a divulgação sistemática de informações e estatísticas sobre o transporte dessas cargas. A CNI defende que sejam informados com transparência dados, como os valores médios de fretes por cargas e rotas. Outra recomendação diz respeito à criação de um conselho nacional para a defesa de interesses dos usuários, que teria a função de aumentar o poder de barganha dos exportadores e importadores nas negociações com os armadores e estabelecer diálogo entre o ente regulador e os usuários de transporte. O segmento de carga de contêineres responde por pouco menos de um quinto do comércio...

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Comércio e investimentos pauta da visita de embaixadores árabes e africanos à Bahia

Postado em 18/06/2018

São Paulo – Embaixadores árabes e africanos realizam esta semana uma missão conjunta a Salvador (foto acima), na Bahia, com apoio da Câmara de Comércio Árabe Brasileira. Os diplomatas terão reuniões com representantes dos governos do estado e do município, e do setor privado. “A Bahia em geral e Salvador em especial têm um significado muito importante para os árabes e os africanos”, disse o decano do Conselho dos Embaixadores Árabes no Brasil, Ibrahim Alzeben, que é embaixador da Palestina. “É algo místico e histórico”, acrescentou. Segundo Alzeben, a palavra “Bahia” significa “esplendorosa” em árabe. “A Bahia é o berço da história árabe, islâmica e africana no Brasil”, afirmou o diplomata. “Acreditamos que a visita é uma maneira de nos reencontrarmos com a as raízes e a história africana e árabe no Brasil”, acrescentou. É a segunda viagem conjunta a um estado brasileiro organizada pelos conselhos de embaixadores árabes e africanos. A primeira foi para Recife, em Pernambuco, em outubro do ano passado. “Praticamente metade do mundo árabe é também africana, temos questões históricas, geográficas e geopolíticas em comum, isso favorece este tipo de atividade”, declarou Alzeben. Nesta terça-feira (19), os diplomatas terão reunião com o vice-governador João Leão, com o prefeito Antonio Carlos Magalhães Neto e farão uma visita à Casa de Angola, espaço de promoção cultural localizado no centro histórico de Salvador. Na quarta-feira (20), os embaixadores vão se encontrar com empresários na Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) e irão conhecer também o Arquivo Público estadual. “Eles vão conhecer o potencial do estado”, disse o diretor-geral da Câmara Árabe, Michel Alaby, que acompanhará a delegação ao lado do presidente da entidade, Rubens Hannun. “As oportunidades de exportação e importação, o turismo e a cultura islâmica e africana presente no estado da Bahia”, acrescentou. Alzeben disse ainda que a Bahia tem trem grande importância econômica na região Nordeste e no Brasil como um todo. “Vamos procurar uma aproximação que seja frutífera para os árabes, africanos e para o Brasil”, afirmou. No caso do Conselho dos Embaixadores Árabes, esta será a segunda visita ao estado. A primeira ocorreu em 2013. Além de Alzeben, entre os árabes, participam os embaixadores do Kuwait, Jordânia, Líbia, Argélia, Egito, Iraque, Mauritânia, Marrocos, Tunísia, Omã, Sudão e da Liga dos Estados Árabes. Da África, além dos árabes, estão confirmados diplomatas de Camarões, Angola, Costa do Marfim, Botsuana, Cabo Verde, Mali, Namíbia, Malauí, Gana, Togo e...

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Camex aprova antidumping para importações de aço com costura da Malásia, Tailândia e Vietnã

Postado em 15/06/2018

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou direito antidumping definitivo (por até 5 anos) às importações brasileiras de tubos com costura, de aço inoxidável originárias da Malásia, da Tailândia e do Vietnã. O produto objeto da medida está classificado nos códigos 7306.40.00 e 7306.90.20 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) e tem a seguinte descrição técnica: austenítico, dos graus 304 e 316, de seção circular, com diâmetro externo igual ou superior a 6 mm (1/4 polegadas) e não superior a 2.032 mm (80 polegadas), com espessura igual ou superior a 0,40 mm e igual ou inferior a 12,70 mm. O direito antidumping será recolhido sob a forma de alíquota específica por tonelada, nos montantes especificados abaixo: Origem Produtor/Exportador Direito Antidumping Definitivo(US$/t) Malásia Pantech Stainless & Alloy Industries Sdn Bhd 367,56 Roland Gensteel Industrial (Malaysia) Sdn. Bhd 740,02 Superinox Max Fittings Industry Sdn.Bhd 740,02 Superinox Pipe Industry Sdn. Bhd. 740,02 Demais 740,02 Tailândia Thai-German Products Public Co., Ltd. 747,56 Viax International Co., Ltd. 747,56 Eastern Metal Treinding Co., Ltd. 747,56 Demais 747,56 Vietnã Hoa Binh Production Trading Co., Ltd. (Inoxhoabinh Mill) 888,27 Inox Hoa Binh Joint Stock Company (Inoxhoabinh Mill) 888,27 Vinlong Stainless Steel (Vietnam) Co., Ltd. 782,11 Oss Daiduong International Joint Stock Company 806,14 Sonha International Corporation 806,14 Sonha Ssp Vietnam Sole Member Co., Ltd. 806,14 Tien Dat Trade Import & Export Company Limited 806,14 Demais 888,27 Os aços austeníticos são normalmente utilizados na indústria alimentícia, em aplicações criogênicas, ornamentais, aplicações em altas temperaturas, componentes náuticos, construção civil, equipamentos para indústrias químicas, petroquímicas, de açúcar e álcool, alimentícia, farmacêutica e de papel e celulose, baixelas e utensílios domésticos. Veja aqui a Resolução Camex...

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Ministro Aloysio Nunes prevê assinatura do Acordo Mercosul-União Europeia antes das eleições

Postado em 14/06/2018

Brasília – O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, disse hoje (13) que o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia pode ser fechado antes das eleições. Em audiência pública na Câmara dos Deputados, o ministro reiterou que as negociações estão em andamento para eliminar alguns entraves entre os blocos. O chanceler relatou que, de mais de 300 pontos de divergência entre o Mercosul e a União Europeia, restam cerca de 50. “Estamos pouco a pouco afastando os obstáculos. Já fizemos várias rodadas técnicas e encerramos na semana passada mais uma rodada de negociações. Eu tenho expectativa de que possamos concluir isso este ano, e o mais cedo possível, porque daqui a pouco haverá eleições na Europa e no Brasil. Segundo Nunes, ainda estão pendentes algumas questões controversas no setor automotivo, na área de propriedade intelectual, em especial sobre regras de patentes de medicamentos, indicações geográficas e serviços marítimos. As regulações em torno das exportações de açúcar e carne, sobretudo depois da Operação Carne Fraca, também estão entre os temas “delicados”. O ministro lembrou que o acordo, que está sendo negociado há 18 anos, foi retomado com intensidade nos últimos dois anos. Nunes disse que a conclusão do acordo foi postergada devido às grandes diferenças econômicas entre os dois blocos e ao protecionismo agrícola “agudo” de alguns países europeus. Ele disse acreditar, no entanto, que o arquivamento do acordo entre a União Europeia e os Estados Unidos, por meio da Parceria Transatlântico, entre outros fatores, pode favorecer a aproximação do bloco europeu com a América do Sul. Venezuela Questionado pelos deputados sobre a posição do Itamaraty em relação à Venezuela, Nunes reiterou que o Brasil quer manter as relações diplomáticas com o país vizinho e atua para buscar uma solução pacífica que evite a exclusão dos venezuelanos de organismos multilaterais, como a Organização dos Estados Americanos (OEA).   O ministro lembrou que o assunto foi o mais polêmico entres os tratados em recente reunião da OEA. Na ocasião, o Brasil reforçou que defende o cumprimento dos princípios e compromissos assumidos por todos os países da região, incluindo a Venezuela, quando firmaram a carta de adesão à instituição, entre outros dispositivos internacionais de defesa da democracia representativa, como a Carta Democrática Interamericana. “Não pode ter democracia, não é democrático o país, segundo a Carta Interamericana, em que não haja liberdade na organização partidária, não haja liberdade entre os poderes, não haja livre manifestação do pensamento, onde não funciona habeas corpus para barrar arbitrariedades do poder. É um compromisso que foi assumido [pela Venezuela] e, no nosso entender e no de muitos países, não está sendo cumprido”, afirmou Aloysio Nunes. O ministro explicou que se forem frustradas todas as...

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