Comércio entre o Brasil e a África se distancia dos anos dourados e retorna ao patamar de 2004

Postado em 28/06/2018

Brasília – O comércio entre o Brasil e os países da África se encontra cada vez mais distante  dos números  registrados em 2013, quando o fluxo de negócios bilaterais atingiu a cifra recorde de US$ 28,533 bilhões, com exportações brasileiras no valor de US$ 11,087 bilhões e vendas africanas no total de Us$ 17,446 bilhões. Ano passado, a corrente de comércio brasileiro-africana somou  pouco mais de US$ 14,924 bilhões e este ano deve fechar num patamar ainda inferior. De janeiro a maio, o Brasil exportou bens no montante de US$ 3,303 bilhões e importou um total de US$ 1,948 bilhao. No período, as exportações brasileiras tiveram uma pequena alta de 0,57%, enquanto as vendas africanas apresentaram uma queda de 11,18%. Nos cinco primeiros meses do ano, o intercâmbio com os países africanos gerou para o Brasil um superávit de US$ 1,356 bilhão. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). As exportações brasileiras por fator agregado foram marcadas por uma forte alta de 66,5% nos embarques de produtos básicos, com uma receita de US$ 1,271 bilhão e participação de 38,5% no volume total exportado. As vendas de produtos semimanufaturados somaram US$ 889 milhões (queda de 22,% e participação de 26,9% nas exportações  totais). Por sua vez, os bens industrializados proporcionaram receita de US$ 1,12 bilhão (retração de 17,7% e corresponderam a uma fatia de 33,9% do total embarcado aos países africanos neste ano). Mesmo com uma queda de 22,3% comparativamente com o mesmo período de 2017, o açúcar de cana em bruto foi o principal produto exportado para os países africanos, no total de US$ 795 milhões. Outros destaques na pauta exportadora foram o açúcar refinado (US$ 330 milhões), minérios de ferro (US$ 316 milhões), carne bovina (US$ 239 milhões) e carne de frango (US$ 187 milhões). No tocante às exportações africanas para o Brasil, os produtos básicos totalizaram US$ 893 milhões, os bens semimanufaturados geraram receita de US$ 120 milhões e os produtos manufaturados foram os líderes das exportações num total de US$ 934 milhões (48,0% do total negociado pelos países africanos com o Brasil). Apesar da forte queda nas exportações globais da África para o Brasil, os embarques de petróleo tiveram um aumento de 46,3% no período janeiro-maio e somaram US$ 545 milhões. Entre as exportações também se destacaram a nafta (US$ 395 milhões), hulhas (US$ 127 milhões), ureia (US$ 120 milhões) e adubos (US$ 111 milhões). Neste primeiro semestre, o Egito se consolidou como o maior destino para os produtos brasileiros no continente africano. No período, as vendas ao país cresceram 104,8% e totalizaram US$ 835 milhões. O mercado egípcio absorveu 25% de todas as exportações brasileiras para os países africanos. Também...

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Setor químico acumula déficit de US$ 10,2 bilhões até maio com avanço de 12% nas importações

Postado em 27/06/2018

São Paulo – As importações brasileiras de produtos químicos avançaram 11,8% no acumulado dos cinco primeiros meses do ano, segundo números divulgados pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). O valor ficou em US$ 15,6 bilhões. Com isso, o déficit na balança comercial brasileira de produtos químicos ficou em US$ 10,2 bilhões no período, já que as exportações somaram US$ 5,4 bilhões. Enquanto as importações brasileiras avançaram de janeiro a maio, as exportações caíram 2%. Em maio individualmente o Brasil importou US$ 3,5 bilhões em produtos químicos e exportou US$ 862 milhões. As importações foram as maiores desde setembro de 2017 e o resultado preocupa o setor químico brasileiro, segundo a Abiquim....

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AEB promove ENAEX 2018 sobre o tema “Desafios para um Comércio Exterior Competitivo”

Postado em 25/06/2018

Rio de Janeiro – A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) promove em 15 e 16 de agosto, no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro, a 37ª edição do Encontro Nacional de Comércio Exterior (ENAEX  2018). As inscrições, gratuitas, já estão abertas no site www.enaex.com.br, onde os interessados poderão encontrar também mais informações sobre o evento. “Desafios para um Comércio Exterior Competitivo” será o tema que norteará as discussões e reunirá representantes do governo e de toda a cadeia de negócios do comércio internacional. Entre os temas a serem abordados estão: Os reflexos da atual geopolítica mundial no comércio exterior brasileiro; Alternativas para viabilizar as exportações de commodities com maior valor agregado; A defesa comercial no Brasil e no mundo; e A mulher no comércio internacional. Os participantes terão acesso a workshops, painéis e discussões sobre os principais temas ligados ao comércio exterior brasileiro e ainda a oportunidade de participar de despachos executivos e reuniões. Também terão acesso a uma área de exposição com estandes de empresas, entidades, órgãos públicos e mídias especializadas. Paralelamente ao evento, ocorrerá a reunião do Conselho de Comércio Exterior do Mercosul (Mercoex), formado pelas coirmãs da AEB no âmbito regional: Câmara de Exportadores de la República Argentina(Cera), Unión de Exportadores del Uruguay (UEU) e Centro de Importadores del Paraguay (CIP). Serviço: Encontro Nacional de Comércio Exterior (ENAEX 2018) Data: 15 e 16 de agosto de 2018 Horário: 9h às 18h30 (15/8) e 9h às 17h30 (16/8) Local: Centro de Convenções SulAmérica (Av. Paulo de Frontin, 1 – Cidade Nova – Rio de Janeiro – RJ) Informações e inscrições: www.enaex.com.br/enaex2018...

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Guerra comercial entre China e EUA pode afetar exportações do Brasil, afirma ministro

Postado em 21/06/2018

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge, afirmou nesta terça-feira (20) que o governo federal acompanha os desdobramentos da disputa comercial travada entre Estados Unidos e China, que pode ter impactos na redução do preço das commodities agrícolas no mercado internacional. Na semana passada, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou sobretaxas no valor de US$ 50 bilhões sobre centenas de produtos chineses que entram nos EUA. Como retaliação, o governo chinês também aplicou uma taxação equivalente contra uma extensa lista de itens comprados dos Estados Unidos, incluindo produtos agropecuários. “Estamos acompanhando as manifestações de ambos os lados. Obviamente que fica a preocupação de termos, eventualmente, diminuição de valor de produtos que são fundamentais para as nossas exportações. Entretanto, nós temos uma relação sólida tanto com a China, que é nosso principal parceiro comercial, quanto com os Estados Unidos, nosso segundo principal parceiro comercial”, afirmou Marcos Jorge. O ministro acrescentou que “seria prematuro” fazer qualquer menção sobre outros impactos que o recrudescimento das relações comerciais entre China e EUA pode trazer ao Brasil, mas ressaltou que essa disputa não interessa a ninguém. “O que nós esperamos é que essas posições não levem prejuízos não apenas para o Brasil, mas para o mundo inteiro.” Carne de frango Marcos Jorge também comentou que o governo federal tem atuado diretamente com o Departamento de Comércio chinês para evitar que o embargo às exportações brasileiras de carne de frango se torne definitivo. No início do mês, a China impôs, em caráter provisório, medidas antidumping sobre a importação de frango do Brasil, por considerar que seus produtores sofrem concorrência desleal do país. Com isso, as empresas que exportam para a China passaram a pagar sobretaxas que variam entre 18,8% e 38,4%, que é a faixa de dumping (venda de produtos com preço abaixo de mercado) que as autoridades de Pequim calculam que tem a carne de frango brasileira. O tema do embargo comercial a produtos agropecuários brasileiros também será pauta de encontros que o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, terá com autoridades da China e da Rússia, esta semana, na África do Sul, durante as reuniões preparatórias para a 10ª Cúpula do Brics – grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Pacto Global  Marcos Jorge deu as declarações após participar do evento que confirmou a adesão do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) à Rede Brasil do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU). O ministério é o primeiro órgão do Poder Executivo Federal a fazer parte da rede, que articula empresas privadas e instituições no desenvolvimento de ações e valores internacionalmente aceitos nas áreas de direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção. O evento contou com a participação de representantes do Programa das...

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Empresa gaúcha investe na internacionalização para se expandir e conquistar mercados

Postado em 20/06/2018

Campo Bom ( RS) – Tecnologia aliada à capital humano é uma combinação que está na essência da FCC, empresa gaúcha em busca de soluções inovadoras para diferentes setores do mercado, incluindo o coureiro-calçadista. Cada vez mais, a empresa de Campo Bom/RS aposta na internacionalização para continuar expandindo neste segmento. Considerando que a produção de calçados não cresceu nos últimos anos no Brasil, a FCC enxerga o processo de internacionalização como uma estratégia geográfica para tornar a empresa mais competitiva, levando suas tecnologias a diferentes continentes. Para o Diretor Comercial da empresa, Marcelo Garcia, essa estratégia busca beneficiar diferentes mercados com a tecnologia brasileira de uma indústria que se diferencia pela inovação. “O nosso objetivo é levar o que já faz sucesso no Brasil para outros países, adaptando os nossos produtos em diferentes mercados que estão utilizando tecnologias anteriores àquelas desenvolvidas pela FCC”, aponta o Diretor Comercial. Outro ponto destacado por Garcia, fundamental neste processo de internacionalização, foi a capacidade da empresa de se reinventar. “A FCC nasceu há 50 anos, fabricando componentes específicos para calçados, que hoje em dia já nem produzimos mais. Nos transformamos e atualizamos ao longo dos anos, sempre atentos e receptivos às mudanças do país e do mercado internacional, bem como das necessidades das indústrias e pessoas”, pontuou. Foi seguindo essa estratégia e filosofia que, em 2017, a FCC inaugurou um centro de distribuição no México. A empresa viu no país uma oportunidade de levar os seus produtos para um número ainda maior de territórios, além de apostar no mercado mexicano para buscar ideias, como uma via de mão dupla. A FCC também acredita no país como um mercado promissor, com estratégia de expansão e investimento em novos negócios.  Já para este ano, a empresa prevê um investimento de R$ 20 milhões no processo de internacionalização, com a construção de uma unidade fabril em território que ainda está sendo avaliado pela empresa. Outra novidade no calendário de 2018 da FCC é a expansão no mercado europeu. Garcia explica que a inserção da empresa no continente deve ocorrer até o final do ano, ”Inicialmente, os distribuidores da FCC atenderão o mercado português e espanhol, além de já estarem em tratativas com um distribuidor da República Tcheca”, destaca o Diretor Comercial.  A atuação da empresa nestes países ocorrerá através de distribuidores com amplo conhecimento do mercado, inclusive com o deslocamento de fornecedores chineses. De acordo com Garcia, a FCC prevê um retorno do investimento já no segundo ano de atuação. “Nosso produto já está consolidado no ramo calçadista brasileiro e não necessita de adaptações para o mercado europeu, o que facilita esta inserção”, explica Garcia. Atualmente, a empresa conta com 389 funcionários, que atuam em duas...

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