Grupo Cassis compra a Comexdez: solução aduaneira e de conteúdo para comércio exterior

Postado em 20/04/2018

São Paulo – O segmento de comércio exterior é um dos principais pilares da economia brasileira. A prática de importar e exportar produtos ou matéria prima é uma das responsáveis pela retomada econômica do país. E com o objetivo de prover inteligência, acesso e conteúdo essencial para operações de importação e exportação, bem como otimização de tempo para profissionais da área, a Comexdez soma-se ao Grupo Cassis, com o potencial estratégico focada em ser um catalizador para inovação dos produtos da NSI. A NSI, companhia especializada em soluções para a cadeia logística de grandes indústrias importadoras e exportadoras e única com as soluções 100% web, trouxe a tecnologia e a inteligência do conteúdo da Comexdez para o produto Ecomex da NSI, solução de comércio exterior, que agora conta com informações em tempo real para a correta Classificação Fiscal (NCM) das mercadorias de importação e exportação. A nova empresa do Grupo assume papel complementar, e eleva a solução Ecomex a um patamar de inteligência fiscal, diferenciando-se da concorrência. “Esse é um grande passo para a evolução do Ecomex e que está alinhado a diretriz de inovação do Grupo Cassis. Construímos nossos softwares para que eles sejam potencializados com conteúdo aplicado, ou seja, enquanto o mercado vende softwares, nós vendemos inteligência embarcada em uma tecnologia de ponta”, pontua André Barros, CTO do Grupo Cassis. De acordo com Gabriel Nazari, diretor da Comexdez, a atuação inicial da empresa é justamente na cadeia de clientes da NSI. “Nosso objetivo é atender inicialmente a base de clientes da NSI com esse diferencial de conteúdo integrado ao produto. Isso vai acelerar o processo de importação e exportação, pois ao invés de consultar os informativos ou buscar a NCM do produto nos meios digitais, a empresa acessará diretamente no produto Ecomex, no ato da execução do processo de Comex. Viemos para somar eficiência e inteligência a NSI”, explica o executivo. O executivo afirma ainda que com a entrada da Comexdez para o hall de empresas do Grupo a expectativa é de garantir que a agilidade para a cadeia de negócios do comércio exterior seja executada de fato, pois juntas NSI e Comexdez terão todas as soluções para desempenhar seus papéis dentro do segmento e, certamente, todos os clientes e mercado serão beneficiados”, finaliza o...

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Analistas destacam benefícios do Certificado de Origem Digital nas ações do comércio exterior

Postado em 19/04/2018

Rio de Janeiro – A versão digital do Certificado de Origem possibilitou a redução do prazo de emissão de dois dias para apenas 15 minutos, em média, segundo Cibele Oldemburgo, analista de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Em palestra realizada dia 10 na Firjan, ela detalhou o funcionamento do sistema e seus benefícios para exportadores e importadores. “O Certificado de Origem Digital (COD) evita erros e reduz custos e burocracias, como o de envio de papel aos órgãos que precisavam assiná-lo. A versão online também garante maior segurança, visto que cada assinatura digital é única e intransferível, eliminando fraudes e falsificações”, detalhou Cibele. Para ser aceito nas aduanas, é preciso ter assinaturas válidas da empresa e de uma entidade emissora. No estado do Rio, a Firjan Internacional é a entidade habilitada. A emissão digital do documento se iniciou em 2017 entre Brasil e Argentina. Hoje, o Uruguai também já aceita a versão digital do documento. Chile, México, Colômbia, Bolívia e Cuba estudam adotá-lo. “A Argentina só aceitará a versão em papel do Certificado de Origem até 31 de dezembro deste ano”, destacou Cibele. Vantagens Camilla Mafissoni, responsável pelos Serviços de Internacionalização da Confederação Nacional da Indústria (CNI), ressaltou que o CertificadAnaliso de Origem, tanto em sua versão em papel quanto digital, garante a redução ou isenção do imposto de importação. “No caso do Mercosul, por exemplo, a redução pode chegar a 100% do imposto. Assim, o documento garante que o produto brasileiro seja mais competitivo em relação aos países que não possuem acordos comercias”, explicou. Douglas Zuliani, gerente Global de Conformidade Comercial da Michelin, apontou os benefícios da empresa com a adoção da versão digital. A companhia tem na Argentina 18% do volume de suas vendas externas. “Hoje, 100% dos nossos Certificados de Origem são emitidos online para a Argentina. Com o Uruguai, isso também se tornará realidade em breve”, observou. De acordo com Zuliani, essa mudança possibilitou redução de custos e falhas, aumento na segurança e menos atraso no envio de mercadorias aos seus clientes. “O sistema é muito simples de se utilizar, é rápido e foi muito bem desenvolvido. Muitas melhorias foram feitas, então, percebe-se que a CNI e a Firjan estão ouvindo a iniciativa privada e providenciando as evoluções necessárias”. Segundo João Paulo Alcantara, gerente Geral de Suporte Sindical e Empresarial da Federação, em um futuro breve, a opção online será a única possível no mercado, por conta de todos os seus benefícios: “Por isso, é importante começar a usar logo o COD”. Certificado de Origem Documento que atesta a nacionalidade dos produtos e que concede benefícios tributários aos países com os quais o Brasil possui acordos de comerciais, o...

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Operadora de internet dos Emirados anuncia investimento de R$ 227,5 milhões no Paraná

Postado em 18/04/2018

São Paulo – A operadora de internet via satélite Yahsat, sediada nos Emirados Árabes Unidos, vai investir R$ 227,5 milhões na implantação de um centro de armazenagem e distribuição em Curitiba (PR). Apesar da sede da subsidiária brasileira estar localizada no Rio de Janeiro (RJ), a empresa escolheu o Paraná para centralizar a sua operação. “O Paraná foi escolhido por ser estratégico do ponto de vista da logística, de transparência e qualificação de profissionais. E o programa do governo, com o incentivo via ICMS, simplifica muito o nosso negócio”, disse Márcio Tiago, presidente da Yahsat no Brasil, à Agência de Notícias do Paraná. Os incentivos fiscais da empresa dos Emirados, que pertence ao fundo de investimentos Mubadala, de Abu Dhabi, foram concedidos por meio do Programa Paraná Competitivo, da Agência Paraná de Desenvolvimento. Adalberto Netto, CEO da agência, disse à ANBA que a região do Oriente Médio e norte da África merece grande atenção do órgão de fomento a investimentos. “Deverá ser o primeiro de vários acordos”, projetou Netto, que esteve na semana passada no Annual Investment Meeting (AIM), evento que reuniu lideranças empresariais e governamentais de todo o mundo em Dubai. Segundo ele, a Paraná Desenvolvimento identificou que nos últimos anos uma grande parte dos projetos anunciados no Brasil vieram de países asiáticos, o que fez com que a agência olhasse com mais atenção para a região. “Os países do Golfo estão no nosso radar.” Netto conta ter participado das três últimas edições do AIM, sempre como um dos painelistas. O CEO espera no futuro assinar um acordo com a Abu Dhabi Investment Company (Invest AD), aproximando a agência paranaense com a sua equivalente no emirado. “Os termos da parceria ainda estão em discussão. Estou muito confiante”, afirmou.  Yahsat  Com previsão de iniciar seus serviços no segundo semestre do ano, a Yahsat pretende alcançar regiões remotas, que ainda tenham fornecimento precário de internet. A estratégia de venda será porta a porta, com mais de 3 mil vendedores credenciados. A banda usada pelo satélite lançado pela empresa dos Emirados suporta conexões de até 18 MB a baixo custo. A Yahsat fornece soluções para banda larga e conectividade para mais de 140 países do Oriente Médio, África, Europa e algumas regiões...

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Empresários brasileiros prospectam negócios no Egito impulsionados pelo Acordo do Mercosul

Postado em 17/04/2018

São Paulo – Impulsionados pelo acordo comercial Mercosul-Egito que entrou em vigor no fim do ano passado, empresários do país africano demonstram muito interesse em importar produtos brasileiros de diversos segmentos. No segundo destino da Missão ao Norte da África organizada pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira, os empresários brasileiros participaram de reuniões, conseguiram novos contatos e se aprofundaram um pouco mais na economia egípcia, que está em recuperação. “Foi uma troca de experiências muito interessante”, contou Vitor da Silva, gerente financeiro da Soy Brasil, trading de milho e soja com sede em Curitiba (PR), por telefone à reportagem da ANBA. Além das reuniões com compradores egípcios, ele destaca o coquetel oferecido pelo embaixador brasileiro no Cairo, Ruy Amaral: “Além da comitiva brasileira, participaram do evento empresários locais e o pessoal da embaixada. Foi muito bom, porque pudemos saber um pouco melhor sobre como o Egito está se comportando na economia e nas relações comerciais”, explicou. Assim como no primeiro destino da missão – Amã, na Jordânia –, os empresários brasileiros foram recebidos na câmara de comércio local para o evento de abertura, no caso a Câmara do Cairo, parceira da Câmara Árabe na organização junto com a embaixada brasileira na capital egípcia. Após uma breve apresentação, eles participaram de reuniões com empresários de importadoras dos segmentos em que atuam.  Houve cobertura da imprensa do Egito. Silva destacou a lista de contatos de importadores locais que a Câmara de Comércio do Cairo selecionou para a sua empresa. “Conseguimos bons contatos e tivemos uma agenda bem positiva aqui. O pessoal foi bem receptivo”, destacou. A Soy Brasil exporta milho e soja tanto de forma direta como por intermédio de grandes multinacionais do setor. Segundo Silva, o objetivo da viagem é desenvolver um pouco melhor o mercado do Oriente Médio: “Não temos uma presença muito grande por aqui ainda. Como o Egito é o segundo maior comprador de milho do Brasil, estamos em busca de potenciais clientes”, disse. Karla Leite, diretora-executiva da Flora Brazil, fabricante de produtos de tratamento capilar que já tem cliente no Egito, também considerou positiva a participação na missão. Ela disse ter conversado com representantes das distribuidoras First Cosmetics e GEM. Com a última houve avanço, até porque seus produtos já estão liberados pela autoridade sanitária local. “Amanhã [terça-feira (17)] terei nova reunião com eles. Depois vou visitar um contato em Alexandria e no mês que vem vou para uma feira em Dubai”, explicou a diretora, que se separa da missão. Segundo Fernanda Baltazar, executiva de negócios internacionais da Câmara Árabe, os empresários brasileiros saíram satisfeitos das reuniões. “Eles puderam entender do mercado e do momento em que ele está. O Egito está com a economia aquecida, é...

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Maior parceiro comercial e investidor, China fortalece sua influência na América Latina

Postado em 16/04/2018

Brasília – Entre os anos de 2000 e 2013, o comércio entre a China e a América Latina cresceu nada menos que 2.400%, fazendo com que a dominação chinesa na região tornasse as coisas cada vez mais difíceis para os Estados Unidos. À exceção do México, a China é hoje o maior parceiro comercial de praticamente todos os principais países latino-americanos, como Brasil, Argentina, Colômbia, Chile, Peru, Paraguai e Venezela, entre outros. Segundo André Cruz, Gerente de Acordos Comerciais da Thomson Reuters, a presença chinesa na América Latina está prestes a se tornar ainda mais forte com a construção do grande Canal da Nicarágua, que será financiado pelos chineses: “esse canal será mais longo e mais largo do que o Canal do Panamá, que é historicamente conhecido como um verdadeiro símbolo o poder americano naquela região. Ou seja, esse viria a ser o golpe de misericórdia da China no que um dia já foi a dominação americana em terras latino-americanas”. Ao analisar a declaração feita recentemente em caráter reservado por autoridade americana informando que o presidente Donald Trump quer que os países da América Latina façam uma opção entre os Estados Unidos e a China como parceiro comercial, André Cruz afirmou que “o presidente Trump cometeria um grave equívoco ao colocar a América Latina contra a parede e isso abriria ainda maior espaço para a dominação chinesa na região, o que poderia ser o ínício do fim para os americanos na luta contra a China pela expansão na América Latina. A China está se inserindo tão fortemente na região que está se  tornando cada vez mais difícil para os países latinos se desvincularem dela”. Mais que elaborar  um raciocínio geopolítico, o Gerente de Acordos Comerciais da Thomson Reuters cita fatos concretos para comprovar o crescimento da já altamente relevante presença chinesa na América Latina: “o gigante asiatico construiu uma usina hidrelétrica no Equador, que atende 35% da emanda no país inteiro. Já construiu duas usinas nucleares na Argentina, uma rodovia de 152 quilômetros na Colômbia e um porto de contêineres no Norte do Brasil. Além disso, possui participação de 23% na terceira maior empresa de energia do Brasil e tem, inclusive, criado relações de dependência pouco saudávaeis, como no caso do Equador, que teve 61% das suas necessidades de financiamento de governo atendidas pela  China em 2014, em troca de 90% de sua produção de petróleo. Quer dizer, a América Latina, parte por culpa própria dos Estados Unidos, está tão interconectada com a China que é difícil até dizer que haveria uma opção por parte da região em escolher um lado nessa guerra comercial entre Washington e Pequim”. O especialista em Acordos Comerciais destaca também importantes medidas adotadas pelo...

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Américas têm Cúpula esvaziada no Peru e EUA vêem a presença crescente da China na região

Postado em 13/04/2018

Brasília – A Cúpula das Américas, que será realizada nesta sexta-feira (13) e sábado (14), em Lima, tem grandes chances de não apresentar os resultados esperados. Na opinião de André Cruz, Gerente de Acordos Comerciais da Thomson Reuters, há uma série de motivos para se antecipar que o encontro que reunirá os chefes de Estado e de Governo na capital peruana deverá ficar bastante aquém das expectativas. De acordo com o especialista em Acordos Comerciais, existem pelo menos quatro motivos para se apostar em resultados limitados para a reunião que começa nesta sexta-feira em Lima: “primeiro porque, atualmente os Estados Unidos têm demonstrado não possuir uma clara estratégia em relação à América Latina; segundo, porque o Brasil encontra-se absolutamente enfraquecido diante dos recentes acontecimentos políticos; terceiro, porque há um elevado número de presidentes em fim de mandato; quarto, porque o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, mesmo tendo sido excluído do evento, fez ameaças de que iria comparecer mesmo assim; e, por fim, a recente desistência do presidente Donald Trump em participar do evento transmite a clara mensagem de que a América Latina não é uma prioridade para os EUA”. Na visão do  gerente da Thomson Reuters, “caso houvesse elevada expectativa de se colher bons frutos dessa runião, haveria grandes possibilidades de se estabelecer debates consistentes entre os países latino-americanos em relação à crescente influência chinesa na região.  O que deveria ser um foro de extrema relevância para estreitar relações entre os países participantes com o objetivo de buscar soluções para problemas comuns será, na prática, esvaziado de conteúdo dada a falta de comprometimento de seus participantes”. André Cruz ressalta que “nos últimos anos, os Estados Unidos têm sistematicamente adotado estratégias contraproducentes no que diz respeito à sua dominação comercial na América Latina, região que tem sido amplamente explorada por aquele país desde a expulsão dos espanhóis em 1820. Houve especial desinteresse na região por parte do presidente Barack Obama, o que criou um verdadeiro leque de oportunidades para a China”. Antes de o presidente Trump decidir cancelar sua participação da Cúpula das Américas, um assessor do mandatário americano revelou em Washington que Trump aproveitaria os contatos na capital peruana para pressionar os países latino-americanos a privilegiarem suas relações com os Estados Unidos e não com a China e que os EUA são um parceiro comercial melhor do que a China, que é o principal parceiro comercial dos países latino-americanos, desde o Brasil, a maior economia da região, até o Uruguai. Caso esse recado venha a ser transmitido aos mandatários latino-americanos pelo vice-presidente Mike Pense, que irá a Lima representando o presidente Trump, na opinião de André Cruz, esse seria um esforço inócuo: “se os Estados Unidos vierem a insistir nessa...

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