Exportação de commodities leva o Brasil a superávit recorde de US$ 20 bilhões com a China

Postado em 12/12/2017

Da Redação Brasília – A balança comercial com a China deverá fechar o ano de 2017 com o maior superávit alcançado pelo Brasil com um de seus parceiros em qualquer ano da série histórica do comércio exterior brasileiro. A expectativa é de que o saldo supere a cifra de US$ 20 bilhões. Até o mês de novembro, o fluxo de comércio com os chineses gerou para o Brasil um superávit de US$ 19,033 bilhões. Ano passado, o saldo na troca com o gigante asiático atingiu a cifra de US$ 11,770 bilhões. De acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), de janeiro a novembro, as exportações brasileiras para a China tiveram uma alta de 34,99%, o maior aumento registrado nas vendas aos principais parceiros comerciais do Brasil e totalizaram US$ 44,137 bilhões. Do outro lado, as importações tiveram um aumento de 17,97% para US$ 25,104 bilhões. Nesse mesmo período, as exportações para os Estados Unidos, o segundo maior parceiro comercial do Brasil, cresceram 17,28% e as vendas para a Argentina (terceiro principal mercado para os produtos brasileiros no exterior) aumentaram 31,66%. Mas ainda que mereçam ser comemorados pela expressividade, os números das exportações para a China também não deixam de gerar preocupação. Ela se deve à forte concentração das vendas em produtos primários, de menor valor agregado. Os produtos básicos responderam por 87% do total embarcado para a China, no montante de US$ 38,423 bilhões. Apenas três produtos, a soja (US$ 19,52 bilhões e participação de 44% nas vendas totais), minérios de ferro (US$ 9,59 bilhões e 22% de participação) e petróleo (US$  6,68 bilhões, equivalentes a 15% do total exportado) responderam por 81% de todas as vendas brasileiras para a China nos onze primeiros meses do ano. E enquanto as vendas de produtos básicos seguem em forte alta, o mesmo não aconteceu em relação aos produtos semimanufaturados e industrializados. Os primeiros tiveram uma contração de 4,4% para US$ 4,05 bilhões (participação de 9,18% nas exportações) e os bens manufaturados, com queda de 5,2% no período, geraram receita de apenas US$ 1,66 bilhão (participação de 3,76% nas exportações aos chineses). Em relação aos Estados Unidos e particularmente no tocante à Argentina, a situação é bem diferente. Terceiro maior parceiro comercial do Brasil (nas duas frentes, exportação e importação), a Argentina adquiriu bens manufaturados brasileiros no total de US$ 14,27 bilhões, equivalentes a impressionantes 92,7% de todo o volume embarcado para o país vizinho. Por outro lado, os Estados Unidos, segundo principal  parceiro comercial do Brasil, importaram produtos brasileiros no total de US$ 24,5 bilhões, dos quais US$ 13,7 bilhões foram de produtos industrializados (56,0% do total embarcado). Importadora voraz de matérias primas brasileiras, a China...

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União Europeia e Mercosul encerram rodada de negociação e buscarão avanços na OMC

Postado em 11/12/2017

Bruxelas – A União Europeia (UE) e o Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) fecharam na última sexta-feira (8) mais uma rodada de negociações para um acordo de associação e comércio, durante a qual aconteceu um nova troca de ofertas comerciais. Os dois blocos continuarão buscando um acordo político na  11ª Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), que iniciada neste domingo e que irá até o dia 14 de dezembro, em Buenos Aires. A informação é da EFE. “A UE segue comprometida com o objetivo de [alcançar] um acordo ambicioso que seja benéfico para todos. Ambas as partes voltarão a se reunir novamente na semana que vem, em paralelo à conferência ministerial da OMC”, indicaram à Agência EFE fontes do bloco europeu ao término da rodada de hoje com os países do Mercosul. Na última rodada de negociações, que começou em 29 de novembro, ocorreram avanços em medidas sanitárias e fitossanitárias, desenvolvimento sustentável e serviços, aspectos que já estão praticamente finalizados. Também já foram concluídos os pontos relativos à competência,  facilitação do comércio e cooperação em matéria alfandegária. Agenda vasta As conversas abrangeram todas as áreas em negociação, incluindo bens, serviços, compras públicas, medidas sanitárias e fitossanitárias, propriedade intelectual, indicações geográficas, comércio, desenvolvimento sustentável, pequenas e médias empresas, barreiras técnicas ao comércio e resolução de disputas, indicaram as fontes. Fontes do Mercosul próximas da negociação confirmaram na quarta-feira a troca de novas ofertas entre ambas as equipes, mas estas não incluíram melhorias nos pontos sobre carne bovina e etanol, que estão entre os pontos mais complexos. O potencial acordo político, que pode deixar aspectos técnicos inacabados, como aconteceu nas negociações entre a UE e o Japão, deverá, no entanto, incluir as quotas de acesso de mercado a esses polêmicos produtos, que geram controvérsia entre os agricultores europeus. Fontes do Mercosul reiteraram que “encontrar um nível aceitável de quotas para esses produtos não está muito longe do alcance” dos negociadores. OMC A conferência ministerial da OMC, que começa neste domingo (10), será o próximo palco para que UE e Mercosul continuem trabalhando em busca da conclusão deste acordo. Ambas as partes acreditam que os encontros em nível político, que reunirão os comissários europeus de Comércio e Agricultura, Cecilia Malmström e Phil Hogan, e vários ministros dos países do Mercosul, consigam desbloquear o que não foi conseguido em nível técnico nos trechos mais complicados. Os países do Mercosul esperam sair desta reunião com uma oferta melhor sobre carne bovina e etanol. “Uma oferta revisada em carne bovina e etanol é a chave para melhorar as ofertas de ambos os lados e conseguir um acordo”, afirmaram fontes próximas das negociações. O mandato das negociações começou em junho de 1999 e...

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Líderes empresariais globais unificam discurso diante de novos e grandes desafios na OMC

Postado em 8/12/2017

Brasília – À medida que a 11ª Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC) se aproxima, as empresas globais representadas pelo Business 20 (B20), plataforma empresarial do G20, apoiam as regras baseadas no sistema multilateral de comércio e encorajam a Organização Mundial do Comércio (OMC) a prosseguir uma agenda ambiciosa em 2018. A globalização está passando por uma transformação profunda e rápida. Na era digital, o comércio não é o que costumava ser há uma década. As novas tecnologias aplicadas à produção e ao comércio alteraram totalmente as necessidades dos negócios. As barreiras não tarifárias tornaram-se o principal desafio nas negociações comerciais, uma vez que as tarifas foram consideravelmente reduzidas ou eliminadas em muitos setores industriais. Hoje, os maiores benefícios potenciais para as empresas residem na supressão de requisitos locais, procedimentos de contratação discriminatórios, barreiras ao investimento e comércio de serviços. Os obstáculos ao comércio também surgiram em áreas que tradicionalmente não estão ligadas à política comercial, como divergências regulatórias. O protecionismo é agora mais prejudicial, a medida que as cadeias de valor tornaram-se globais e interdependentes. Os subsídios e outras formas de intervenção do governo e entidades relacionadas, que não são economicamente neutras e distorcem os mercados, precisam ser resolvidas. Questões como alimentos e agronegócios precisam ser revisados ​​e avançados para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, coordenado pelas Nações Unidas. Este período de mudança deve ser visto pelos membros da OMC como uma oportunidade para revitalizar a Organização. Em nossa opinião, isso requer: – Abordagem pragmática para as questões imediatas em torno do comércio global e o atual impasse em algumas negociações. A 11ª Reunião Ministerial deve ser a ocasião para que os membros considerem diferentes abordagens das negociações, com o objetivo de conseguir um funcionamento mais eficiente. Além disso, os acordos plurilaterais poderiam ser desenvolvidos e negociados em um formato mais flexível e processo de tomada de decisão. – Esforço adicional para melhorar a implementação e o cumprimento das regras estabelecidas, considerando a atualização do ambiente baseado em regras em áreas como comércio eletrônico, serviços e investimentos. As regras atuais são insuficientes ou não são mais apropriadas. Alguns são desatualizados (por exemplo, regras de propriedade intelectual no contexto da era digital, regras sobre barreiras técnicas ao comércio e aquelas em medidas sanitárias e fitossanitárias); alguns precisam ser desenvolvidos (por exemplo, comércio eletrônico, empresas estatais, coerência regulatória e facilitação de investimentos); e outros exigem implementação com qualidade e execução (por exemplo, acordo de facilitação de comércio da OMC e contrato de contratos públicos). As empresas estão comprometidas com o papel importante que a OMC desempenha na manutenção de uma abordagem baseada em regras para o comércio global e os benefícios que ela fornece a todos os países membros. – Mensagens mais...

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Greve de auditores: Aeroporto de Guarulhos interrompe recebimento de carga para exportação

Postado em 7/12/2017

São Paulo – A área comercial do GRU Airport anunciou que o Aeroporto de Guarulhos interrompeu o recebimento de cargas secas para exportação.  A GRU Airport atribui a situação à falta de espaço em função do movimento grevista da Receita Federal. Com a greve de auditores fiscais da Receita Federal –que reivindicam o ajuste do bônus de produtividade e eficiência da categoria-  as cargas com destino ao exterior não estão sendo liberadas. Com a ocupação em alta nesse setor, o aeroporto suspendeu temporariamente o recebimento de cargas dos embarcadores. Diante dessa situação, o Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo  (Sindasp) vem promovendo reuniões com a gerência de logística da referida concessionária e a Inspetoria da Alfândega da Receita Federal naquele aeroporto. “Todos os esforços tem como objetivo tentar diminuir os impactos causados aos exportadores, importadores e, por consequência, aos Despachantes Aduaneiros.”, defende Marcos Farneze, presidente do Sindasp. O Sindasp alerta que o Mandado de Segurança Coletivo obtido pela entidade, mesmo este abrangendo as declarações de importação parametrizadas em canais verdes de conferência aduaneira, vem ajudando a amenizar a situação, sendo certo que aguarda uma decisão final da Justiça para então obter ou buscar a extensão para a situação dos casos atinentes ao chamado canal vermelho. Segundo ainda o GRU Airport, os agendamentos serão retomados conforme liberação do espaço de armazenamento. É esperado que essa medida se mantenha até que  movimento termine. O recebimento de cargas especiais, como perecíveis, animais vivos, produtos biológicos e AOG  continuará ocorrendo...

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Agronegócio tem sete produtos na lista dos dez destaques da pauta exportadora brasileira

Postado em 6/12/2017

Brasília – O setor do agronegócio segue liderando de forma destacada a pauta exportadora brasileira em 2017 e entre os dez principais produtos embarcados para o exterior até o mês de novembro sete foram produzidos pela agroindústria brasileira. O grande destaque foi a soja, que gerou receita no total de US$ 24,804 bilhões nos onze primeiros meses do ano, com uma alta de 30,2% comparativamente com o mesmo período de 2016. A soja respondeu por 12,4% das exportações totais do Brasil de janeiro  novembro deste ano. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Dos dez principais produtos exportados pelo Brasil, cinco são produtos básicos (soja em grão, minério de ferro, petróleo em bruto, carne de frango, farelo de soja, carne bovina e café em grão). Dois são bens manufaturados (açúcar em bruto e celulose) e apenas um produto manufaturado, automóveis de passageiros. Outro destaque da pauta, o minério de ferro teve suas exportações elevadas em 53,4% e graças a esse aumento significativo proporcionou um faturamento de US$ 17,669 bilhões, correspondentes a 8,8% dos embarques totais brasileiros para o exterior. Ocupando a terceira posição no ranking dos produtos mais exportados pelo país, o petróleo em bruto registrou vendas no total de US$ 15,450 bilhões, com um aumento de 64,6% sobre o mesmo período do ano passado e uma participação de 7,7% nas exportações brasileiras até o mês de novembro. E o mundo nunca comprou tanto açúcar brasileiro como neste ano, quando as exportações totalizaram US$ 8,497 bilhões, superiores em 14,4% a receita alcançada no mesmo período de 2016. Desempenho igualmente relevante foi registrado nas exportações de automóveis de passageiros, que cresceram 46,8%, alta puxada sobretudo pelo forte aumento nas importações realizadas pela Argentina, Chile e México, entre outros países. No período, as exportações de veículos totalizaram US$ 6,039 bilhões. Outros cinco produtos do agronegócio também figuraram no ranking dos dez mais exportados em 2017. São eles a carne de frango (exportações no total de US$ 5,962 bilhões e alta de 9,4%), celulose (vendas externas no montante de US$ 5,727 bilhões e alta de 14,1%), farelo de soja (embarques no valor de US$ 4,737 bilhões, queda de 1,7% em comparação com o mesmo período do ano passado), carne bovina (vendas no total de US$ 4,609 bilhões e alta de 15,8%) e café em grão, que mesmo com uma queda de 3,0% produziu uma receita de US$ 4,609...

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DP World Santos será referência nas exportações e importações entre países árabes e o Brasil

Postado em 5/12/2017

Da Redação Brasília – A aquisição de 100% da Empresa Brasileira de Terminais Portuários (Embraport) pela DP World, de Dubai, deverá contribuir para o aumento das cargas com destino não apenas aos Emirados Árabes Unidos mas também aos demais países do Golfo Pérsico  (além dos Emirados Árabes, Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque e Irã) e o terminal, que viveu um processo de mudança de marca, transformando-se em DP World Santos, se tornará uma referência para os países árabes em termos de importação e exportação para o Brasil. A avaliação foi feita por Bruno Bassi, Gerente de Desenvolvimento de Negócios da Dubai Exports Development Corporation para o mercado brasileiro, ao comentar o anúncio, nesta segunda-feira (4) da conclusão da operação através da qual a DP World adquiriu a parte adicional de 66,67% da Embraport, que pertencia à Odebrecht Transport (OTP), passando a controlar 100% das ações da companhia. Na opinião do executivo, com o surgimento da DP World Santos devem ser geradas novas oportunidades comerciais entre os Emirados Árabes e o Brasil e também entre o Brasil e os demais países do Golfo Pérsico. A transação já foi aprovada pelo Conselho de Administração da Odebrecht TransPort e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Os recursos serão utilizados para reforçar a estrutura de capital da empresa. Os valores da transação foram mantidos em sigilo pela Embraport e pela DP World. A Embraport é um dos maiores terminais portuários privados multimodais do Brasil, e opera no Porto de Santos, que é o porto de contêineres mais movimentado da América Latina, responsável pela movimentação de 3.4 milhões de TEUs em 2016, e com acesso estratégico pelo mar, estradas e ferrovia, destina 90% das cargas para São Paulo, a cidade mais populosa e centro econômico e financeiro do Brasil. Comércio bilateral Após registrar fortes quedas em 2016 (-10,73%) e 2015 (-12,05%) as exportações brasileiras para os Emirados Árabes registraram uma alta de +19,72% de janeiro a outubro de 2017 e somaram  US$ 2,109 bilhões, correspondentes a 1,15% das vendas totais brasileiras ao exterior. Enquanto isso, as exportações dos Emirados Árabes seguem forte tendência de queda iniciada em 2014 (-17,85%), 2015 (-7,93%), 2016 (-20,68%) e desabaram -60,04% nos dez primeiros meses de 2017, quando tototalizaram US$ 124 milhões. Com isso, em 2017 a balança comercial entre os dois países gerou para o Brasil um superávit de US$ 1,986 bilhão. Os principais itens da pauta exportadora para os Emirados Árabes no período foram açúcares de cana (US$ 424 milhões), outros açúcares de cana, beterraba e sacarose (US$ 323 milhões), miudezas de frangos (US$ 248 milhões), carne de frango (US$ 182 milhões) e alumina calcinada (US$ 107 milhões). Do lado dos Emirados Árabes, os produtos mais exportados para...

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