Exportacoes de couros e peles registram queda

Brasília – A China é o maior mercado importador de couro do Brasil, com participação de mais de 30% do valor exportado. Mesmo com a grande relevância e familiaridade com o couro brasileiro, ainda é possível crescer e estreitar laços comerciais entre os dois países, como mostrou recente visita ao Brasil de uma comitiva de 20 importadores chineses do segmento moveleiro.

O grupo participou de um seminário de apresentação e relacionamento com curtumes e fornecedores de componentes nacionais, além de realizar visitas técnicas a plantas industriais no estado do Rio Grande do Sul.

A ação foi organizada pelo escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) em Xangai, com o Centro das Indústrias e Curtumes do Brasil (CICB) e Assintecal. Toda a realização teve o apoio do projeto Brazilian Leather, conduzido por CICB e Apex-Brasil com o objetivo de incentivar as exportações de couro do Brasil.

Carlos Pan, gerente do escritório da Apex-Brasil em Xangai, destaca a maturidade do setor de couros do Brasil e sua preparação para atuar no mercado asiático. “A qualidade dos curtumes que integraram a ação foi impressionante. Estão muito bem inseridos em suas estratégias na China, com clientes importantes e consolidados, o que resultou em uma avaliação em alto nível dos convidados que chegaram ao Brasil”, afirmou Carlos. Boas perspectivas de negócio, tanto a partir do seminário como após as visitas técnicas, são esperadas por Brasil e China.

A opinião de Carlos Pan é compartilhada por José Fernando Bello, presidente executivo do CICB. Houve, segundo ele, uma notável preparação dos curtumes brasileiros para essa ação: os conteúdos do seminário, as amostras destacadas no momento de relacionamento com os importadores e a recepção nas indústrias mostraram todo o potencial e a qualidade do setor. Novas ações do gênero, destaca Bello, devem ser realizadas entre os dois países.